Judicial public policies for conciliation and mediation in the second instance of jurisdiction and access to prompt justice

Wesley Roberto Mariano da Silva
Rosane Teresinha Carvalho Porto

“Inserido no contexto de crescente complexidade social, expansão da litigiosidade e exigência constitucional de duração razoável do processo, o livro enfrenta, com profundidade teórica e rigor metodológico, um dos grandes desafios do Poder Judiciário: a superação do modelo exclusivamente adjudicatório como resposta única aos conflitos sociais. Ao deslocar o olhar para a aplicação da conciliação e da mediação no Segundo Grau de jurisdição, a obra avança para além das abordagens tradicionais, oferecendo reflexão práticas no âmbito recursal.

O estudo distingue-se pela sólida articulação entre teoria e prática. A análise histórica e epistemológica da conflitologia, aliada à leitura crítica das ondas renovatórias do acesso à Justiça, permite compreender os métodos consensuais não apenas como instrumentos de eficiência processual, mas como verdadeiras políticas públicas voltadas à concretização dos direitos humanos e à democratização do acesso à Justiça. Nesse sentido, a obra reafirma que o acesso à jurisdição não se esgota no ingresso formal em juízo, mas exige respostas adequadas, céleres e socialmente legitimadas.”

Tânia Regina Silva Reckziegel

ISBN

978-65-5235-184-5

Ano da edição

2026

Nº Edição

1

Versão

Versão digital (e-book)

Páginas (versão digital)

121

NCM

49019900

Sumário

PREFÁCIO

CAPÍTULO 1
CONSIDERAÇÕES INICIAIS

CAPÍTULO 2
TRATAMENTO ADEQUADO DOS CONFLITOS SOCIAIS: PERSPECTIVAS DA CONCILIAÇÃO E DA MEDIAÇÃO
2.1 Evolução histórica da conflitologia e o tratamento adequado dos conflitos de interesses: uma análise a partir da filosofia foucaultiana
2.2 Transformações epistemológicas na conflitologia contemporânea: desafios teóricos para os sistemas de tratamento adequado dos conflitos de interesses
2.3 As ondas renovatórias do acesso à Justiça: da contribuição seminal de Cappelletti e Garth às perspectivas contemporâneas do acesso à Justiça
2.4 Apanhado histórico da conciliação e da mediação de conflitos no Brasil e o marco regulatório estabelecido pela Lei nº Lei 13.140/2015 e pelo Código de Processo Civil de 2015
2.5 A garantia de acesso à Justiça pela implementação dos métodos de tratamento adequado dos conflitos: uma análise a partir do Segundo Grau de jurisdição

CAPÍTULO 3
O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS E A IMPLEMENTAÇÃO DA CONCILIAÇÃO E MEDIAÇÃO NO SEGUNDO GRAU
3.1 Contexto socioeconômico e a expansão das demandas jurisdicionais no Estado de Goiás
3.2 Estrutura organizacional e funcional do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás: fundamentação normativa e competências específicas
3.3 O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás: projetos e metodologias inovadoras
3.4 Projeto Conciliação no Segundo Grau: análise aprofundada de uma inovação paradigmática

CAPÍTULO 4
ACESSO À JUSTIÇA E AUTOCOMPOSIÇÃO EM SEGUNDO GRAU: A POLÍTICA DE CONCILIAÇÃO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
4.1 Análise dos dados obtidos pelo Conselho Nacional de Justiça: a “Justiça em Números” dos processos judicializados no Brasil por Estado nos últimos cinco anos
4.2 Discussão sobre o grande volume de processos judicializados e o consequente atraso na prestação jurisdicional
4.3 O desafio da conciliação no Segundo Grau: um potencial subutilizado
4.4 Quantidade de recursos e ações originárias autuadas no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás nos últimos cinco anos
4.5 Aplicação dos projetos de conciliação e mediação, em Segundo Grau de jurisdição, como garantia de acesso a uma Justiça célere

CAPÍTULO 5
CONSIDERAÇÕES FINAIS