Tributação das sociedades cooperativas de serviços médicos: reflexões quanto à não incidência do IRPJ e da CSLL sobre os atos cooperativos próprios, a partir dos precedentes do STF

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Rafael Lima Marques

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A obra que o leitor agora tem em mãos analisa com precisão cirúrgica os impactos das decisões do STF nos Temas nº 177 e nº 323, bem como o contexto que levou à equivocada leitura, por parte do Fisco, de que tais precedentes autorizariam a incidência de tributos que têm por base o lucro, e não o faturamento, sobre valores que, por sua natureza, não constituem resultado econômico da cooperativa. O autor demonstra, com clareza e consistência, que a lógica constitucional e legal do ato cooperativo permanece intacta, e que qualquer tentativa de transpor mecanicamente decisões relativas a PIS/COFINS para o IRPJ e para a CSLL viola frontalmente o modelo jurídico das cooperativas, a razão histórica de seu surgimento e a coerência interna do sistema tributário.

O livro destaca-se ainda pela metodologia hermenêutico-fenomenológica, cuja escolha revela maturidade teórica e compromisso epistemológico. Não se trata apenas de interpretar textos legais, mas de compreender os sentidos que a Constituição, em diálogo com a história do cooperativismo, atribui ao ato cooperativo como expressão da mutualidade, da ausência de finalidade lucrativa e da promoção do interesse comum dos associados. Essa abordagem dá densidade e profundidade à pesquisa, afastando reducionismos e resgatando a integridade do fenômeno estudado.

A pesquisa aqui apresentada chega em momento crucial: o Brasil ainda aguarda a conclusão, pelo Supremo Tribunal Federal, do julgamento do Tema nº 536, que esclarecerá o alcance de expressões como “ato cooperativo” e os reflexos tributários advindos desta conceituação. Trata-se, portanto, de obra oportuna, necessária e contributiva não apenas para a academia, mas também para a administração tributária, magistrados, advogados e estudiosos do direito cooperativo.”

Marciano Buffon

ISBN

978-65-5235-151-7

Ano da edição

2025

Nº Edição

1

Versão

Versão digital (e-book)

Páginas (versão digital)

156

NCM

49019900

Sumário

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CAPÍTULO 1
INTRODUÇÃO

CAPÍTULO 2
VISÃO HISTÓRICA DO COOPERATIVISMO
2.1 MOVIMENTO PRECURSOR. OS PRIMEIROS COOPERATIVISTAS
2.2 A COOPERATIVA DOS PROBOS PIONEIROS DE ROCHDALE
2.3 ALIANÇA INTERNACIONAL COOPERATIVA (ACI). A ORGANIZAÇÃO E OS PRINCÍPIOS INTERNACIONAIS
2.4. COOPERATIVISMO NO MUNDO: FRANÇA, INGLATERRA, BÉLGICA, ITÁLIA, ALEMANHA E PORTUGAL

CAPÍTULO 3
VISÃO HISTÓRICA DO COOPERATIVISMO NO BRASIL
3.1 PRINCÍPIOS COOPERATIVISTAS NA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA
3.2 CARACTERÍSTICAS DAS SOCIEDADES COOPERATIVAS NA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA
3.3 COOPERATIVAS DE SERVIÇOS DE SAÚDE

CAPÍTULO 4
ASPECTOS TRIBUTÁRIOS GERAIS DO ATO COOPERATIVO. O PRESSUPOSTO DA ATIVIDADE ECONÔMICA
4.1 COOPERATIVAS E OS ATOS COOPERATIVOS. ASPECTOS CONCEITUAIS
4.2 A TRIBUTAÇÃO DOS ATOS COOPERATIVOS NA AMÉRICA LATINA
4.3 A TRIBUTAÇÃO DOS ATOS COOPERATIVOS NO BRASIL
4.4 A REFORMA TRIBUTÁRIA E OS ATOS COOPERATIVOS

CAPÍTULO 5
TRATAMENTO TRIBUTÁRIO DO IRPJ E DA CSLL SOBRE OS ATOS COOPERATIVOS
5.1 O FISCO E AS COOPERATIVAS MÉDICAS. DEFINIÇÕES VINCULATIVAS À LUZ DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL
5.2 ANALOGIA A PARTIR DAS DECISÕES DO STF E DOS TEXTOS LEGAIS EM FACE DE PRECEDENTES INAPLICÁVEIS
5.3 NÃO INCIDÊNCIA DO IRPJ E DA CSLL SOBRE OS ATOS COOPERATIVOS

CAPÍTULO 6
CONSIDERAÇÕES FINAIS

REFERÊNCIAS

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