Mulheres na política brasileira: contextos de reificação, violência política de gênero e enfrentamentos

Marina Gonçalves de Oliveira

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“O entusiasmo da autora, a força das suas convicções, nos faz repensar conceitos, rever posições, alimentar o desejo de rápida mudança, caminho único para a alteração da realidade que nos cerca e que continua a evidenciar a mulher como vítima de uma dominação e subordinação histórica, com déficit de representação na vida pública e privada.A desigualdade de oportunidades, que compromete o princípio democrático, mantém acesa essa evidência de que o sexo feminino permanece inferiorizado e que combater essa misoginia que ainda remanesce não dispensa ações para o empoderamento feminino, ou a formulação de uma agenda que garanta a participação plena e efetiva das mulheres; enfim, a igualdade em todos os níveis de tomada de decisão, seja no campo político, privado, econômico, social ou público.”

Maria do Rocio Luz Santa Ritta

 

“O estudo perpassa pela formação histórica do constitucionalismo brasileiro, evidenciando como a cultura patriarcal moldou nossas instituições políticas e jurídicas. Ao mesmo tempo, analisa criticamente como essa herança cultural ainda reverbera na atualidade, manifestando-se em diversas formas de violência política contra as mulheres. Um dos pontos altos da pesquisa é o diálogo crítico que a autora estabelece entre as teorias do reconhecimento de Axel Honneth e Nancy Fraser. Enquanto Honneth oferece importantes contribuições para compreender as lutas por reconhecimento e os processos de formação da identidade, Fraser apresenta uma crítica relevante e propõe um modelo alternativo que merece destaque.”

Marcelino da Silva Meleu

ISBN

978-65-5235-053-4

Ano da edição

2025

Nº Edição

1

Versão

Versão digital (e-book)

Páginas (versão digital)

145

NCM

49019900

Sumário

CAPÍTULO 1 – INTRODUÇÃO

CAPÍTULO 2 – A INFLUÊNCIA DA CULTURA PATRIARCAL NA FORMAÇÃO DO CONSTITUCIONALISMO BRASILEIRO
2.1 DA ERA DO BRASIL IMPÉRIO
2.2 DA ERA DA PRIMEIRA REPÚBLICA À SEGUNDA REPÚBLICA
2.3 DA ERA DO ESTADO NOVO À REPÚBLICA LIBERAL POPULISTA
2.4 DA ERA DO REGIME MILITAR
2.5 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

CAPÍTULO 3 – A VIOLÊNCIA POLÍTICA DE GÊNERO COMO ELEMENTO REIFICANTE DAS MULHERES
3.1 A TEORIA DO RECONHECIMENTO DE AXEL HONNETH
3.1.1 O amor e a relação do indivíduo consigo mesmo e com o outro
3.1.2 O direito e a construção do autorrespeito
3.1.3 A autoestima fundada na solidariedade e estima social simétrica
3.2 A REIFICAÇÃO DO FEMININO NOS PROCESSOS DE PARTICIPAÇÃO
POLÍTICA E AS PATOLOGIAS SOCIAIS
3.3 MAPA DA VIOLÊNCIA POLÍTICA DE GÊNERO NO BRASIL

CAPÍTULO 4 – O PRINCÍPIO DA PARIDADE DE PARTICIPAÇÃO COMO NÚCLEO DA EMANCIPAÇÃO POLÍTICO-JURÍDICO DAS MULHERES NO BRASIL
4.1 RECONSTRUINDO O CONCEITO DE ESFERA PÚBLICA
4.2 O MODELO TRIDIMENSIONAL DE JUSTIÇA SOCIAL PROPOSTO POR NANCY FRASER
4.2.1 O reconhecimento como um problema de justiça: Uma perspectiva baseada
na categoria autônoma de reconhecimento
4.2.2 As interações causais entre classe e status e a formação das políticas de redistribuição: A institucionalização do ordenamento econômico
4.2.3 A representação como integração das políticas de reconhecimento e redistribuição: O princípio da paridade de participação como núcleo normativo

CAPÍTULO 5 – CONSIDERAÇÕES FINAIS

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